Boas Práticas Agrícolas na Cafeicultura Resiliente ao Clima

Modalidade: A Distância (EAD)

Fortalecer capacidades técnicas e metodológicas de equipes técnicas de organizacões membros da CLAC / Fairtrade Brasil, nos temas chaves para a cafeicultura sustentável e resiliente, integrando elementos metodológicos e participativos da Agroecologia.

Fortalecer capacidades técnicas e metodológicas de equipes técnicas de organizacões membros da CLAC / Fairtrade Brasil, nos temas chaves para a cafeicultura sustentável e resiliente, integrando elementos metodológicos e participativos da Agroecologia.

Técnicos que trabalham em cooperativas certificadas pelo Fairtrade

  • Principais causas das mudanças climáticas
  • Efeitos esperados para as regiões cafeicultoras brasileiras
  • Ações gerais para adaptação às mudanças climáticas
  • Ações gerais para mitigação das mudanças climáticas
  • Sintonia entre Boas Práticas e Adaptação às mudanças climáticas
  • Diagnósticos e níveis de controle para as principais plantas daninhas em cafezais
  • Boas práticas e processos para manejo de plantas daninhas em cafezais
  • Herbicidas para manejo de plantas daninhas
  • Restrições ao glifosato
  • Ecologia e biologia das principais pragas em cafezais
  • Boas práticas e processos para manejo de pragas em cafezais
  • Bioinsumos para manejo de pragas
  • Ecologia e biologia das principais doenças em cafezais
  • Boas práticas e processos para manejo de doenças em cafezais
  • Bioinsumos para manejo de doenças
  • Boas Práticas para adaptação e mitigação das mudanças climáticas:
  • Bioinsumos pra manejo da fertilidade do solo
  • Apresentação de projetos
  • Planos de Adaptação
  • Novas variedades de cafeeiros
  • Balanço de Carbono na cafeicultura
  • Compostagem

Ricardo Henrique Silva Santos - Universidade Federal de Viçosa
Paola Silva Figueiredo - Coordenadora Latino-americana e do Caribe de Pequenos (as) Produtores (as) e Trabalhadores (as) de Comércio Justo (CLAC)
Catalina Jaramillo-Botero - Coordenadora Latino-americana e do Caribe de Pequenos (as) Produtores (as) e Trabalhadores (as) de Comércio Justo (CLAC)
Giseli Sampaio Marcílio - Coordenadora Latino-americana e do Caribe de Pequenos (as) Produtores (as) e Trabalhadores (as) de Comércio Justo (CLAC)
Bruno Aguiar - BRFair
Dalyse Toledo Castanheira - Universidade Federal de Lavras
Leônidas Carrijo Azevedo Melo - Universidade Federal de Lavras
Laryssa Barbosa Xavier da Silva - Universidade Federal de Viçosa
Francisco Cláudio Lopes de Freitas - Universidade Federal de Viçosa
Marcelo Coutinho Picanço - Universidade Federal de Viçosa
Franklin Jackson Machado - Universidade Federal de Viçosa
Iara Gonçalves dos Santos - Universidade Federal de Viçosa
Elpídio Inácio Fernandes Filho - Universidade Federal de Viçosa
Laércio Antônio Gonçalves Jacovine - Universidade Federal de Viçosa
Maria Clara Martino Pinto - Universidade Federal de Viçosa

O curso de extensão será ofertado por meio da plataforma CEAD da Universidade Federal de Viçosa, garantindo acessibilidade, organização dos conteúdos e integração entre os participantes ao longo de toda a formação. Ao final, os cursistas que cumprirem os requisitos estabelecidos receberão certificado emitido pela própria UFV, agregando valor acadêmico e profissional à sua trajetória.

A estrutura pedagógica do curso foi concebida para combinar momentos síncronos e assíncronos, favorecendo tanto a flexibilidade quanto o aprofundamento dos conteúdos. Serão realizadas reuniões remotas síncronas a cada 15 dias, com duração média de 1 hora e 30 minutos, destinadas à discussão dos temas, esclarecimento de dúvidas e troca de experiências entre os participantes e instrutores. Essas reuniões constituem espaços centrais de interação, nos quais se busca promover o diálogo entre diferentes realidades institucionais e territoriais.

De forma complementar, os participantes deverão realizar estudo prévio dos materiais didáticos associados aos temas que serão abordados nas reuniões síncronas. Esses materiais poderão incluir textos técnicos, artigos científicos, vídeos e outros recursos educacionais, organizados de modo a subsidiar uma participação qualificada nas discussões. Essa estratégia visa estimular a autonomia dos cursistas, ao mesmo tempo em que potencializa a qualidade das interações coletivas.

Ao final do curso, será realizado um encontro presencial, concebido como momento de síntese, integração e aplicação prática dos conhecimentos adquiridos. Esse encontro incluirá a apresentação dos projetos desenvolvidos pelos participantes, bem como a realização de visitas técnicas, possibilitando a articulação entre teoria e prática e o contato direto com experiências concretas relacionadas aos temas abordados.

A carga horária total estimada do curso será de 46 horas, considerando tanto a participação nas reuniões quanto o tempo dedicado ao estudo dos materiais. No entanto, essa carga horária poderá ser ajustada — para mais ou para menos — em função dos feedbacks das organizações envolvidas, de modo a assegurar a adequação do curso às demandas e disponibilidades dos participantes. O tempo total de duração previsto é de aproximadamente quatro meses, permitindo um ritmo de aprendizagem compatível com as atividades profissionais dos cursistas.
O corpo de instrutores é composto por profissionais selecionados com base em sua aderência ao enfoque de trabalho da Coordinadora Latinoamericana y del Caribe de Pequeños Productores y Trabajadores de Comercio Justo, bem como por sua experiência em diferentes instituições. Essa diversidade de origens institucionais contribuirá para enriquecer o curso com múltiplas perspectivas, fortalecendo seu caráter interdisciplinar e aplicado.

O processo de avaliação dos participantes será contínuo e formativo, considerando diferentes dimensões do envolvimento no curso. Serão levados em conta a presença nas reuniões síncronas, e a elaboração de um projeto aplicado em um dos temas do curso. Essa abordagem busca valorizar tanto a participação ativa quanto a capacidade de aplicação prática dos conhecimentos.

A finalidade central do projeto é engajar os técnicos participantes no processo formativo, fomentando a participação ativa e a troca de experiências a partir das realidades específicas de cada instituição. Busca-se, assim, criar um ambiente colaborativo de aprendizagem, no qual o conhecimento seja construído coletivamente e contextualizado às diferentes condições de atuação dos participantes.

Outro objetivo fundamental é transformar os conhecimentos adquiridos ao longo do curso em propostas concretas, detalhadas e exequíveis. Essas propostas deverão ser elaboradas com base em um roteiro previamente estruturado e deverão dialogar diretamente com a realidade das famílias agricultoras vinculadas às instituições dos participantes. Dessa forma, o curso pretende ir além da dimensão teórica, promovendo impactos práticos e potencialmente transformadores nos territórios de atuação.

Adicionalmente, o curso tem como finalidade treinar os técnicos na elaboração de projetos, desenvolvendo competências relacionadas ao planejamento, estruturação, análise de viabilidade e sistematização de propostas. Essa capacitação é estratégica para fortalecer a atuação profissional dos participantes, ampliando sua capacidade de captar recursos, implementar ações e avaliar resultados.

O curso também se propõe a discutir, de forma crítica, as possibilidades e limitações das propostas e conteúdos abordados, considerando as especificidades das famílias agricultoras atendidas por cada instituição. Essa reflexão é essencial para evitar a adoção de soluções genéricas e promover a construção de estratégias adaptadas aos contextos locais, respeitando suas particularidades socioeconômicas, culturais e ambientais.
No que se refere à elaboração dos projetos, a coordenação do curso fornecerá um roteiro completo, estruturado de acordo com os diferentes temas abordados. Esse roteiro orientará os participantes na organização de suas propostas, contemplando aspectos como diagnóstico, objetivos, metodologia, cronograma, indicadores e análise de viabilidade.

Os técnicos poderão desenvolver seus projetos de forma individual ou em pequenos grupos, preferencialmente organizados por instituição, favorecendo a construção coletiva e o alinhamento com as estratégias institucionais. Ao longo do processo, serão elaboradas versões preliminares dos projetos, que serão submetidas à apreciação da coordenação do curso. Após essa análise, os projetos serão devolvidos aos participantes com sugestões e orientações, permitindo sua revisão e aprimoramento.

Esse processo iterativo de elaboração e reavaliação tem como objetivo qualificar progressivamente as propostas, garantindo maior consistência técnica e adequação às realidades de aplicação. Ao final do curso, será entregue uma versão definitiva dos projetos, que poderá ser apresentada no encontro presencial, promovendo a socialização das experiências e o aprendizado coletivo entre os participantes.

Dessa forma, o curso de extensão se configura como uma iniciativa estruturada, participativa e orientada à prática, articulando formação teórica, troca de experiências e desenvolvimento de propostas concretas. Ao integrar diferentes metodologias de ensino e valorizar o protagonismo dos participantes, busca-se contribuir de maneira efetiva para o fortalecimento das capacidades técnicas e institucionais dos envolvidos, com potencial de gerar impactos positivos e duradouros junto às famílias agricultoras atendidas.

Informações e Dúvidas:

cursoufvfairtrade@ufv.br

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